quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Presidente de Uganda recomenda evitar contato físico para 'frear' surto de Ebola

Depois que 14 pessoas morreram em Uganda contaminadas pelo vírus ebola em apenas três semanas, o presidente Yoweri Museveni pediu que as pessoas evitem contato físico. O vírus se espalha rapidamente pelo país e as autoridades temem uma nova epidemia. Agentes de saúde buscam pessoas que tiveram contato com doentes para que sejam colocados em quarentena.

Museveni recomendou que as pessoas evitem apertos de mão, beijos e relações sexuais para prevenir o alastramento da doença. Segundo o presidente, amigos e familiares não devem enterrar ninguém que tenha morrido com suspeita de Ebola. "Em vez disso, agentes de saúde devem ser chamados, porque eles sabem o que fazer".
Sete médicos e 13 agentes de saúde do hospital de Mulago, instituição que é tida como referência em Kampala, a capital de Uganda -, estão em quarentena após terem diagnosticado pelo menos um caso, em que a vítima, um agente de saúde que havia sido transferido para a capital, morreu.
A primeira vítima dessa última epidemia de Ebola no país foi uma mulher grávida no distrito de Kibaale, aproximadamente 170 quilômetros a oeste de Kampala. O vírus teria se espalhado durante o funeral.
Uganda passou por pelo menos três surtos da doença nos últimos 12 anos. A maior epidemia ocorreu em 2000, quando 425 pessoas foram infectadas. Mais da metade delas morreu.
Ebola. O Ebola é uma das doenças mais virulentas do mundo. Contraída pelo contato físico, mata mais de 90% das pessoas infectadas. Não há vacina para o vírus. Os sintomas incluem início súbito de febre, fraqueza, dor de cabeça, vômitos e problemas nos rins.
Estadão

Brasileiro pode declarar doação de órgão pelo Facebook


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o vice-presidente do Facebook para a América Latina, Alexandre Hohagen, lançaram ontem no Brasil uma ferramenta que permite ao usuário da rede social se declarar doador de órgãos. Na prática, isso não modifica a regra de hoje, e a decisão de doar continua nas mãos da família. Por enquanto, só conseguirá adicionar o status de doador quem já aderiu à Linha do Tempo" do site, versão mais nova e completa de perfil de usuário. Nas próximas semanas, a empresa migrará compulsoriamente o perfil de todos os usuários que ainda não usam o novo formato.
Mesmo assim, o ministro defendeu que o Facebook servirá como "mais um instrumento para que se possa deixar claro em vida a parentes e amigos o desejo de ajudar".
Em entrevista, Padilha afirmou ainda que, com essa ação, quer promover um burburinho em torno do assunto e aproximar o tema dos jovens, maioria entre os que navegam no site.
A ferramenta foi lançada nos Estados Unidos em maio e começa a se espalhar por outros países. Mas esta é a primeira vez que um governo federal se engaja na divulgação - e com direito a confecção de camisetas do ministério personalizadas com "joinha", em alusão à opção "curtir" do Facebook - da campanha.
Para ativar a nova ferramenta, o usuário da rede social deve acessar sua Linha do Tempo, clicar em "evento cotidiano", selecionar "saúde e bem-estar", optar por "doador de órgãos", escolher o grau de privacidade e salvar.
Dados positivos. Enquanto incentiva a doação de órgãos via Facebook, o Ministério da Saúde comemora os novos dados de transplantes no Brasil.
De acordo com a pasta, o número aumentou 37% nos primeiros quatro meses deste ano em relação ao mesmo período de 2011 - 7.993 contra 5.842 procedimentos.
Nesse mesmo período, o número de doadores cresceu 29%, atingindo a média de 13,6 doadores por milhão de pessoas. Esse porcentual supera a meta da pasta, marca esperada somente para 2013. No ano passado, o índice era de 11,4 doadores por milhão de pessoas.
Coração. Entre os órgãos, o destaque vai para os transplantes de coração, que aumentaram 61% de janeiro a abril deste ano, comparando-se com o mesmo período de 2011.
Segundo o ministério, o transplante cardíaco era o que apresentava o crescimento mais tímido, por causa da complexidade da operação - o órgão suporta apenas quatro horas fora do corpo humano; o rim, por exemplo, aguenta até 36 horas.
O ministro credita esses avanços aos investimentos feitos por sua pasta.
Especialmente pela criação de novas Organizações de Procura de Órgãos e Tecidos, os chamados OPOs, que passaram de 10 para 62 de 2010 para este ano. Essas associações tem a responsabilidade de capacitar os profissionais envolvidos no processo, divulgar informações e mapear a existência de doadores em todo o Brasil.
Estadão