sábado, 29 de outubro de 2011

Uma em cada seis pessoas terá um derrame


Uma em cada seis pessoas no mundo irá sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) em algum momento da vida. Nos Estados Unidos, há um registro a cada 40 segundos, e um indivíduo morre a cada três ou quatro minutos. Na Europa, são mais de um milhão todos os anos. Os números fazem parte de um alerta da World Stroke Organization em função do dia mundial do AVC, que acontece neste sábado, 29.

Segundo especialistas, a maioria dos casos poderia ser evitada com simples mudanças de estilo de vida e sabendo reconhecer os sinais de alerta. De acordo com dados da organização, 85% das vítimas possuem fatores de risco que podem ser identificados, o que ajudaria a reduzir a chance de um evento.O AVC acontece quando  há uma obstrução em algum vaso sanguíneo do cérebro ou quando ele se rompe, causando uma hemorragia. Sem receber sangue rico em nutrientes, células do cérebro acabam morrendo. O atendimento imediato é essencial para reduzir a chance de sequelas.

Mudança de hábitos ajuda a diminuir a chance de um AVC, segundo a American Stroke Association

1. Conheça os fatores de risco, como pressão alta, diabetes, obesidade e altos níveis de colesterol no sangue _ e consulte o médico periodicamente para saber a quantas anda sua saúde. 2. Pratique atividade física3. Mantenha uma dieta saudável, rica em frutas e vegetais e pobre em gorduras4. Reduza o consumo de álcool5. Evite fumarFique atento a estes sinais de alertaFraqueza nos braços, pernas ou rosto, especialmente quando é de um lado só do corpoDificuldade repentina de enxergar com um ou com os dois olhosDificuldade repentina de falar ou de compreenderPerda de equilíbrio, tontura, dificuldade de caminharForte dor de cabeça sem motivo aparente.
Estadão

Boa dieta anula gene que causa doenças do coração


SÃO PAULO - Uma dieta rica em frutas e vegetais tem impacto importante no combate a doenças cardiovasculares, mesmo que se trate de uma tendência genética. Estudo publicado na última edição da científica PLoS Medicine concluiu que portadores de um gene comprovadamente ligado a um maior risco cardíaco podem reverter essa tendência, desde que escolham bem seus alimentos.
Recomendação diária de consumo: cinco porções de frutas ou vegetais   - FELIPE RAU/AE
FELIPE RAU/AE
Recomendação diária de consumo: cinco porções de frutas ou vegetais
A pesquisa analisou a presença do gene 9p21 - identificado como forte marcador genético para doenças cardíacas - em 27.243 voluntários que participaram de dois grandes estudos anteriores: o Interheart e o Finrisk.
Os pesquisadores das universidades canadenses McGill e McMaster constataram que, entre os 8.114 indivíduos do estudo Interheart, os que tinham a propensão genética para males cardíacos mas se alimentavam com muitas frutas e vegetais apresentavam um risco de enfarte semelhante aos que estavam livres do gene ruim. Entre os 19.129 participantes do Finrisk, o consumo dos vegetais fez com que os portadores do gene 9p21 tivessem risco reduzido de desenvolver doenças cardiovasculares.
“Nós sabemos que as variantes genéticas 9p21 aumentam o risco de doenças cardíacas. Mas foi uma surpresa descobrir que uma dieta saudável poderia enfraquecer de modo significativo seus efeitos”, diz um dos líderes do estudo, o pesquisador Jamie Engert, da Universidade McGill, do Canadá.
Para a pesquisadora responsável pelo estudo, Sofia Anand, da universidade McMaster, os resultados reforçam as recomendações médicas de se consumir mais de cinco porções de frutas ou vegetais diariamente. “Observamos que o efeito de um genótipo de alto risco pode ser mitigado consumindo uma dieta rica em frutas e vegetais”, diz.
Interação. Na opinião do pesquisador Alexandre da Costa Pereira, do Laboratório de Genética do Instituto do Coração (Incor), pesquisas nacionais já comprovaram que o gene 9p21 também está relacionado a uma probabilidade maior de desenvolver doenças cardiovasculares na população brasileira.
O novo estudo, diz ele, esclarece mais um aspecto da interação entre o risco genético e o risco ambiental para doenças cardiovasculares. “Queremos entender por que nem todas as pessoas que têm hábitos saudáveis se beneficiam da mesma forma. Ou por que nem todo mundo que fuma vai desenvolver uma doença”, diz. “É mais uma prova de que hábitos saudáveis podem suplantar uma determinação genética.”
Segundo o cardiologista José Luís Aziz, da Faculdade de Medicina do ABC, atualmente o mais importante é controlar fatores de risco como pressão alta, colesterol, diabete tabagismo e estresse. “No futuro, espera-se que possamos tratar o próprio gene, mais isso ainda está um pouco distante”, completa.
Couve, brócolis e acelga garantem mais imunidade
Outra pesquisa divulgada neste mês também enfatiza a importância da alimentação rica em vegetais para a manutenção de uma vida saudável. De acordo com um estudo publicado na edição online da revista científica Cell, vegetais verdes - como couve, brócolis e acelga - contribuem para o bom funcionamento do sistema imunológico.
Pesquisadores das universidades inglesas de Cambridge e de Birmingham fizeram um experimento no qual camundongos saudáveis foram alimentados com uma dieta pobre nesse tipo de vegetais. Em seguida, analisaram os efeitos da mudança do cardápio em um tipo de célula epitelial que desempenha um papel de proteção contra ameaças externas.
Eles observaram que, em quase 80% dos camundongos, as células protetoras desapareceram com a mudança dietética. “Eu já esperava que essas células na superfície desempenhassem um papel na interação com o mundo externo, mas uma relação tão clara com a dieta foi inesperada”, disse Marc Veldhoen, um dos pesquisadores.
Estadão