quarta-feira, 16 de maio de 2012

Secretário diz que houve falha no sistema de freios, mas causa é desconhecida

O secretário dos Transportes Metropolitanos Jurandir Fernandes disse, em coletiva, que o metrô está investigando a causa do acidente que deixou 47 feridos na manhã desta quarta-feira, 16.

De acordo com Fernandes, uma das hipóteses para a colisão dos trens do metrô é falha mecânica no sistema. O secretário também afirmou que umas das linhas de apuração é sobre como os trens estavam sendo operados: manual ou automaticamente.
"O Metrô tem sistema automático e manual. Você pode funcionar de uma forma ou de outra. É isso que queremos saber: estava no manual? Estava no automático? Esse sistema automático funciona há 44 anos. Não tem falhas, ele tem redundância. Se ele não para em um motivo, para em outro."
À rádio EstadãoESPN, Fernandes disse que não havia, até o começo da tarde, "nenhum indício de falha humana" e que houve falha no freio automático, mas a causa desse problema é desconhecida: não se sabe se a falha foi pontual, apenas na composição acidentada, ou do sistema.
Os funcionários do metrô negam que a composição estivesse sendo operada manualmente no momento do acidente.
Sindicato. Uma falha no sistema de freio automático da composição teria causado a colisão entre dois trens da Linha 3-Vermelha do Metrô, na manhã desta quarta-feira, segundo o Sindicato dos Metroviários.
O sistema, ao invés de frear o trem, teria aumentado a velocidade. Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino dos Prazeres Melo, toda composição do Metrô conta com um sistema automático que, ao registrar a distancia de 150 metros entre o próximo trem, aciona o freio. Neste caso, conta Melo, o sistema teria acelerado a composição.
O presidente do sindicato afirma ainda que uma colisão maior foi evitada porque, ao notar que o freio automático não foi acionado, o funcionário que operava na condução do Metrô, acionou um freio de emergência. "Esta ação não freou totalmente os vagões, mas teria reduzido consideravelmente a velocidade, diminuindo os danos que a colisão poderia ter causado", diz Melo. 
Estadão

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Exercício físico pode ajudar a diminuir pressão arterial


O exercício físico pode ajudar a diminuir o risco de hipertensão em pessoas que têm um histórico familiar de incidência desta doença, publicou nesta segunda-feira, 14, a revistaHypertension, publicação da Associação Cardíaca dos Estados Unidos.
Mesmo níveis moderados de exercício trazem benefícios para os pré-dispostos à pressão alta - Soe Zeya Tun/Reuters
Soe Zeya Tun/Reuters
Mesmo níveis moderados de exercício trazem benefícios para os pré-dispostos à pressão alta
O estudo, realizado com seis mil voluntários, diz que as pessoas que têm familiares com pressão alta mas que realizam exercício físico têm um risco 34% menor de apresentar o problema em relação a quem não estava com bom condicionamento físico.
"É muito importante entendermos o papel do histórico familiar e da condição física", disse Robin P. Shook, da Escola Arnold de Saúde Pública da Universidade do Sul da Califórnia.
"Os resultados do estudo têm uma mensagem prática: mesmo níveis moderados de exercício, como por exemplo 150 minutos de caminhada rápida por semana, trazem benefícios para as pessoas com pré-disposição para desenvolver pressão alta em função de seu histórico familiar", explicou Shook.
Estudos anteriores mostraram que o histórico familiar é responsável por entre 35% e 65% das chances de uma pessoa apresentar a doença, número que depende de qual dos progenitores teve ou têm a doença e de quando começou o problema.
O estudo foi feito com 6.278 pessoas, a maioria entre 20 e 80 anos, ao longo de uma média de 4,7 anos. Trinta e três dos participantes disseram que seu pai ou mãe tinham hipertensão.
Quando o estudo começou, todos os voluntários eram saudáveis e marcavam pelo menos 85% do ritmo cardíaco máximo previsto para suas idades.
Os pesquisadores determinaram a aptidão cardiorrespiratória dos participantes usando uma prova de exercício na esteira que chegava ao máximo para cada participante.
Durante o estudo, 1.545 dos participantes desenvolveram hipertensão. A pesquisa descobriu que tomando em conjunto as pessoas com e sem histórico familiar de pressão alta, um alto condicionamento físico diminui em 42% as chances de surgimento da hipertensão. No caso de níveis moderados de aptidão física, esse risco caiu 26%.
As pessoas com baixo nível de aptidão física e um familiar com hipertensão mostraram risco 70% maior de desenvolver a hipertensão, em comparação com as pessoas com boa aptidão física e sem histórico familiar de pressão alta.