quarta-feira, 1 de junho de 2011

Marcha contra a homofobia reúne 1,5 mil em Brasília


Representantes do movimento de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) de todo o País se reuniram nesta quarta-feira, em Brasília, para a 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia. Mais de 1,5 mil pessoas participaram da passeata.
O movimento reivindica a garantia de um Estado laico (sem interferência religiosa nas decisões públicas), a aprovação imediata do projeto de lei que criminaliza a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, e uma decisão favorável da Justiça sobre a união civil entre casais homoafetivos.
Trajando roupas prestas em sinal de luto às 238 mortes de travestis registradas no ano passado, os participantes da marcha percorreram a Esplanada dos Ministérios. Cruzes foram colocadas no gramado em frente ao Congresso Nacional para simbolizar as vítimas do preconceito.
Para o coordenador-geral da marcha, Carlos Magno, o maior entrave para o avanço dos direitos dos homossexuais é o controle exercido pela igreja em temas que deveriam ser exclusivos do Estado. "Os fundamentalistas religiosos têm interferido no Estado e impedem os avanços de qualquer direito relacionado aos homossexuais, precisamos mudar isso", disse.
O professor Maurivam Monteiro saiu de Pernambuco para participar da marcha. Para ele, esse tipo de manifestação abre a discussão sobre a necessidade de se respeitar as diferenças. "Estou aqui para lutar por uma visão social geral ao respeitar as diferenças. Repensar alguns valores e, principalmente, a questão do respeito ao outro", afirmou o educador.
Membro do movimento estudantil e diretor do movimento LGBT do PCdoB, Paulo Ricardo, afirma que o apoio de parlamentares à causa é fundamental para pressionar o Senado pela aprovação do projeto de Lei.
"Vamos fazer pressão dentro do Congresso. O apoio de parlamentares tem se somado à força do movimento, até para que o projeto seja levado adiante e, principalmente, para mostrar que temos o poder de reivindicar questões do nosso grupo", disse.
Fonte: Terra

Greve prejudica cerca de 400 mil passageiros da CPTM


A greve parcial dos ferroviários na capital e na Grande São Paulo e a paralisação do transporte rodoviário do Grande ABC dificultam nesta manhã o funcionamento do transporte público. Cerca de 400 mil passageiros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) estão sendo prejudicados, de acordo com a própria CPTM.
A linha 12 - Safira, da CPTM, que liga a estação Brás, no centro da capital, até Calmon Viana, em Poá, na Grande São Paulo, está totalmente parada desde as 4 horas. No Brás, as plataformas estão cheias de passageiros e, a cada dois minutos, um alerta sonoro da CPTM informa os passageiros sobre a paralisação.
A linha 11 - Coral, está inoperante entre a estação Estudantes, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e a estação Guaianazes, na zona leste da capital. Neste trecho, foram acionados ônibus por meio do Plano de Apoio entre as Empresas em Situação de Emergência (Paese).
A CPTM informou que os grevistas não mantêm 90% dos trabalhadores necessários para assegurar a operação no horário de pico da manhã. Os trens operam normalmente, segundo a CPTM, nas linhas 7 - Rubi (Luz - Jundiaí), 8 - Diamante (Júlio Prestes - Itapevi), 9 - Esmeralda (Osasco - Grajaú) e 10 - Turquesa (Luz - Rio Grande da Serra).
Ônibus
Os passageiros de ônibus da região do Grande ABC também enfrentam problemas hoje. Uma greve de ônibus atinge sete cidades desde a zero hora. Com isso, não estão circulando coletivos municipais e intermunicipais em Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários da Região do Grande ABC, uma assembleia será realizada às 17 horas para decidir os rumos da greve. A categoria rejeitou proposta de aumento salarial de 8% apresentada pelos empregadores na noite de ontem. Eles reivindicam 15% de reajuste, além de melhorias trabalhistas.
Priscila Trindade